Para se inspirar: Jovens empreendedores buscam sucesso em meio à pandemia da Covid-19

22 JAN

O Brasil está cheio de empreendedores. Um estudo feito pela consultoria McKinsey, em parceria com o evento Brazil at Silicon Valley, apontou que, em 2019, 39% dos brasileiros economicamente ativos eram donos do próprio negócio. E mesmo durante a crise gerada pela pandemia do coronavírus, essa ainda é uma realidade – talvez pela escassez de vagas formais no mercado de trabalho somada à valorização do brasileiro ao empreendimento próprio. Só até a terceira semana de dezembro do ano passado, 11,2 milhões de CNJPs foram registrados no regime Microempreendedor Individual (MEI), segundo a Receita Federal.

 

Um dos exemplos de empreendedoras que buscam sucesso em seu próprio negócio, é  Thaís Costa, de 27 anos e moradora do Rio de Janeiro. A tradição familiar foi o pontapé inicial para seu negócio. Presente há diversas gerações de mulheres de sua família, os ensinamentos do crochê foram passados para ela, que decidiu empreender no ramo. Thaís conta que desde criança buscou por negócios que pudessem lhe dar retornos, tanto financeiros, quanto pessoais e que sempre se direcionou para o artesanato. "Cresci em uma família de mulheres artesãs e isso foi moldando a minha personalidade e direcionando minhas escolhas", conta. Sua marca foi desenvolvida a partir da ideia de unir a sabedoria e a prática da avó e da mãe, com os conhecimentos do mercado atual.

 

Outro jovem empreendedor que está conquistando seu espaço é Leandro Vianna, de 26 anos. O jovem iniciou o seu empreendimento com 23 anos, em 2017, com o sócio Pablo Vinícius, no ramo alimentício. Mesmo com o sonho de se tornar jogador de futebol desde pequeno, Leandro escolheu o empreendedorismo para alcançar a vida que queria, mas a experiência com o esporte o ensinou, segundo ele, a ser livre e não ter uma rotina comum - esforço que o próprio negócio exige.

 

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae no início da pandemia do coronavírus no Brasil mostra que as formas de atuação dos pequenos empreendedores precisou ser repensada já no início do isolamento social. Entre as empresas que continuaram funcionando, 41,9% ficaram, naquela época, realizando apenas entregas via atendimento online. Outros 41,2% ficaram trabalhando com horário reduzido, enquanto 21,6% optaram pelo trabalho remoto. Esse momento, para pequenos empreendedores, demandou atitudes rápidas e boas estratégias para sobreviver. Em meio às novas demandas e contextos sociais, a forma de trabalhar, ou seja, os processos internos, também precisaram acompanhar o ritmo e serem modificados. Para isso, os empreendedores, de todas as áreas, precisaram ser resilientes, uma palavra destacada por Vianna durante sua entrevista para o portal Folha Dirigida.

 

Fonte: Folha Dirigida.

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