Qual é a personalidade da sua marca?

22 OUT

Hoje vamos sair um pouco do papel de empreendedores e nos colocar como consumidores, afinal esse é um ótimo exercício para entendermos melhor como o marketing e o planejamento estratégico funcionam. Apesar de uma prática simples, acabamos por executá-la com pouca frequência.

Para começarmos, você já parou para pensar o porquê você se identifica com algumas marcas e é indiferente a outras? E mais: o que você tem em comum com as demais pessoas que curtem as mesmos produtos e serviços que você?

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung acreditava que personagens míticos universais, nomeados como arquétipos, residem no inconsciente humano independente da raça, cultura ou nacionalidade e por isso incorporam padrões e motivações humanas fundamentais, provocando emoções profundas.

Na construção da personalidade de um ser humano existem vários arquétipos, entretanto um é definido como dominador. Jung definiu doze arquétipos principais que são responsáveis por simbolizar as motivações humanas básicas.

 

Por que isso é importante para o branding? 

Arquétipos fazem sentido porque nossos cérebros organizam as ideias agrupando coisas e entendendo padrões. O reconhecimento de traços comuns em pessoas e marcas nos ajuda a processar e entender uma história e esses pontos de contato nos levam a sentir emoções específicas.

Pessoas querem se conectar com pessoas, não com marcas, produtos ou serviços. No momento em que uma marca assume a identidade de um arquétipo para se comunicar, ela cria um laço legítimo com o seu público-alvo. As pessoas se reconhecem na marca e a entendem, e isso gera o quê? Vendas e relacionamento duradouro.

 

Os 12 arquétipos de Jung

O Rebelde: amam quebrar regras e buscam conversar com os que se sentem “excluídos” pela sociedade.

O Mágico: são as marcas que fazem os sonhos acontecerem, que criam coisas especiais e ajudam os clientes a terem momentos inesquecíveis.

O Herói: querem mudar o mundo, são corajosos e buscam causar impactos positivos e resolver os problemas da sociedade.

O Amante: são marcas apaixonantes e atraentes. Ajudam a explorar a autoestima e sensualidade dos clientes.

O Comediante: tudo o que fazem tem base no bom humor. Diversão e alegria são palavras de ordem e a comunicação é na base de uma conversa leve e descontraída.

A Pessoa Comum: aquela marca que é “gente como a gente”, que entende os nossos problemas e está pronta para resolver de maneira prática e eficaz. São amigáveis, têm bom papo e o melhor: resolvem.

O Cuidador: aquele negócio que existe para ajudar. Com mensagens positivas, o propósito das empresas com esse arquétipo é o bem-estar dos clientes.

O Governante: estão no poder, controlam e criam padrões e querem elevar os seus clientes ao status pré-estabelecido pela marca. Eles são líderes e influentes no seu segmento.

O Criador: criativos e inquietos, os empreendimentos desse arquétipo estão sempre inovando e trazendo novidades para o público. São extremamente eficazes e persuasivos.

O Inocente: acreditam que o mundo é um bom lugar, por isso oferecem soluções cheias de mensagens positivas e bondade.

O Sábio: é aquele que incentiva o público a pensar. Está sempre estudando e provocando discussões construtivas. É um verdadeiro impulso ao conhecimento.

O Explorador: não os segure, pois eles são livres e desbravadores. Estão sempre prontos para descobrir novas experiências e compartilhá-las com o mundo.

 

Cada segmento tem um arquétipo que o seu público espera, mas isso não quer dizer que a sua marca precisa ter a mesma personalidade que as demais do setor. Toda marca tem um arquétipo dominante, que representa 70% de sua identidade, e um arquétipo secundário para os outros 30%. Então, estude a sua marca e seu público para escolher com sabedoria e precisão quais arquétipos irão ditar a comunicação do seu negócio.

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